História da Diocese
A Diocese de Presidente foi criada a 16 de janeiro de 1960, pela Bula "Cum Venerabilis" do Papa João XXIII. Foi desmembrada totalmente da Diocese de Assis.

O primeiro bispo foi Dom José de Aquino Pereira, de 1960 a 1968. Dom José Gonçalves da Costa, segundo bispo, tomou posse, dia 28 de fevereiro de 1970. Dom José foi transferido na segunda metade de 1975 para a Arquidiocese de Niterói, Rio de Janeiro. Dom Antonio Agostinho Marochi, o terceiro bispo, tomou posse em 2 de abril de 1976.

Bula Papal Traduzida:
BULA "CUM VENERABILIS" DE CRIAÇÃO DA DIOCESE DE PRESIDENTE PRUDENTE

João Bispo, Servo dos Servos de Deus.

Para perpétua memória do acontecimento.

Como o venerando irmão, Armando Lombardi, Arcebispo de Cesarea e Núncio Apostólico na República Federativa do Brasil, após, entretanto, ter ouvido o Venerando Irmão, José Lázaro Neves, bispo de Assis, e outros sacros chefes da Província eclesiástica de Botucatu, a quem o caso diga respeito, solicitara à Sede Apostólica, afim de que, de alguns territórios da Diocese de Assis, fosse formada uma nova Diocese, pareceu Nos, que pelas súplicas do mesmo deve ser concedido, dos quais, segundo certa esperança Nossa irá surgir daí, grande proveito para as almas de cristãos fiéis. Por isso, solicitados os Nossos Venerandos Irmãos, S.R.E. Cardeais do Consistório, chefes de Negócios, com o consentimento dêles, que nêste assunto possuem algum direito ou presumem de possui lo, por Nosso Supremo poder, decretamos e ordenamos o seguinte: da Diocese de Assis, retiramos o território de seguintes municípios, vulgarmente assim denominados: Presidente Prudente, Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Anhumas, Caiabú, Caiua, Indiana, Marabá Paulista, Mirante do Paranapanema, Piquerobi, Pirapozinho, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Regente Feijó, Sandovalina, Santo Anastácio, Santo Expedito, Taciba, Taboraí [sic]. Com as quais regiões fundamos a nova diocese, que deve ser chamada de Presidente Prudente e deve ser delimitada com as mesmas fronteiras e municípios, uma vez tomados, com os quais é aumentada, segundo determinado pela atual lei civil.

A sede na cidade de Nova Igreja, cujo nome é dado de Presidente Prudente, em que, o Bispo terá a residência, a catedral na Cúria do templo proclamado de Cristo Rei posto em homenagem a São Sebastião; o qual templo, sem dúvida, como Catedral, é claro, será regido, com direitos, honras e privilégios próprios. Os mesmos direitos e privilégios concedemos ao Bispo, a quem, porém, impomos obrigações, conformes; as quais, entretanto, cumpre recordar: ser êle, entretanto, junto com sua Igreja, dependente e patrocinado pelos cultos do Bispo de Botucatu. Na diocese constituida crie o Colégio de Cônegos, segundo as normas a serem proclamadas, pela Carta sôb o carimbo. Se porém, isto, dentro de um momento não possa ser feito, sejam eleitos, no momento apropriado os Conselheiros diocesanos, que pelo conselho de colaboração auxiliem o Bispo. Do mesmo modo, o Bispo de Presidente Prudente, estará sujeito a importante obrigação, construir pelo menos o Seminário Menor, para meninos que devem ser reservados, que desejem ser distinguidos pela dignidade sacerdotal, de acordo com as normas do Direito Comum e peculiaridades de Sagrada Congregação para Seminários e prescrições de Estudo nas Universidades. Daí, porém, os jovens escolhidos, sejam mandados a Roma, de serem instruídos nas disciplinas de filosofia e teologia, no Pontifício Colégio Piano[sic] Brasileiro. A mesa episcopal, à qual, como se diz, será propiciada com os bens, os quais, segundo as normas do cânone 1500 C.J.C., sôbrevem [sic] à diocese de Presidente Prudente frutos da Cúria e livre contribuição dos fiéis.

Realmente, o que diz respeito ao regime e à administração, a eleição de Vigário Capitular, estando vaga a sede e a outros deste modo, determinamos que devem ser conservadas aquelas coisas que o Código de Direito Canônico restabeleceu. Os sacerdotes porém que para o efeito desta Carta foram reduzidos, tenham benefício ou função na diocese de Presidente Prudente, sejam declarados associados à mesma; aqueles outros clérigos, na qual eles têm a sua residência. Queremos também, que quando do estabelecimento da diocese, os documentos e as atas que a ela pertencem, sejam remetidos à aquela Cúria e aí, de boa fé, guardados no arquivo. Além disso, esta nossa Carta, o venerável irmão Armando Lombardi, a quem mencionamos, esforçar se á por executar, por si mesmo ou por um outro, usando para isso os poderes necessários. Quando porém, o assunto for resolvido mandará também exalar documentos, cuja cópia fiel, mandará à S. Congregação Consistorial. Se acontecer, que neste tempo um outro estiver à testa da Nunciatura Apostólica no Brasil, este executará todos os nossos mandados. Queremos realmente que esta nossa Carta, seja eficaz agora e no futuro; assim pois, aquilo que por ela for decretado, por aqueles que têm interesse de ser conservada de boa fé e então obtenha sua autoridade. Anulada a eficácia desta Carta, de qualquer gênero, poderão as ordens contrárias, servir de obstáculo, quando por esta Carta, derrogaremos tudo aos mesmos. Por isso, se alguém investido de qualquer autoridade, consciente ou inconscientemente tiver agido contra, nós proclamamos ser isto inteiramente irrito e sem afeito [sic] algum.

A ninguém é permitido porém, fora de Nossa vontade destruir ou alterar estes documentos; até que nas cópias e posições desta Carta tanto impressas como manuscritas, a qual encimada pelo selo de algum homem investido de dignidade eclesiástica, uma vez assinada por algum tabelião público, seja dada a fé em tudo, a qual seria atribuída a esta Carta se apresentada o original. Se alguém em geral recusar ou de qualquer modo desprezar estes Nossos decretos, saiba, que será submetido, a penas, a elas estabelecidas, que não atenderem às ordens de Sumos Pontífices. Dado em Roma, junto a São Pedro no dia dezesseis de janeiro de mil novecentos e sessenta, de Nosso Segundo Pontificado. F.T. Assinado: Marcello Cardeal Mimmi, Bispo de Sabinen e Mendelen, Secretário. Assinado: ilegível. Haninibal Ferretti, (ilegível). Assinatura: Bernardo de Felicis (ileg.). No cartório (ileg.). Tab. Vol. CIII nº 24. Assinado: Jacob Aloísio Cardeal Capello. S.R.E. Chanceler. Francisco Tinello, Diretor. Expedida no dia XXI de Maio de Anno Pontifício. II. A. Rodomons (resto ilegivel). NADA MAIS, assino, carimbo e dou fé.

São Paulo, 27 de janeiro de 1975.

Reconhecimento de Firma no 11º Cartório de Notas Antigo Tabelionato Veiga (São Paulo R. Libero Badaró, 293, loja G), aos 31 de janeiro de 1975. Prof. Waldomiro Constantino Hawrysz, tradutor público juramentado. Tradução: nº 763 Língua Latina Data: 27/01/1975.

Papa João XXIII
Bispo Dom J. de Aquino Pereira
Bula Papal Original
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